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Mancha Amarela

Texto e fotos por Felipe Paiva

No começo do seu mandato, o presidente Emmanuel Macron teve que lidar com um dos movimentos sociais mais explosivos e caóticos da França do século 21

4 de abr. de 223 min de leitura
4 de abr. de 223 min de leitura

Quase sempre movimentos sociais espontâneos importantes surgem de uma questão relativamente pequena. Em 2018, o governo francês anunciou o aumento de um imposto que incide sobre os produtos energéticos, sobretudo a gasolina e o diesel. Foi nesse momento que caminhoneiros, agricultores e agentes de transporte do interior da França começaram a protestar nas estradas.

Os manifestantes passaram a usar um colete amarelo neon de sinalização para evitar acidentes nas estradas. Assim nasceu o movimento dos coletes amarelos.

Coletes amarelos Gas
Cortinas de gás lacrimogêneo lançada pela polícia francesa contra manifestantes Coletes Amarelos. Foto: Felipe Paiva/Headline
Policiais avançam sobre manifestantes em frente a loja de luxo Louis Vuitton. Foto: Felipe Paiva/Headline
De dentro de um restaurante, pessoas observam os confrontos entre manifestantes e forças policiais. Foto: Felipe Paiva/Headline
Bandeira francesa marca os anos de grandes movimentos sociais franceses. Foto: Felipe Paiva/Headline

O movimento ganhou fôlego quando várias iniciativas resolveram protestar na capital francesa no final de 2018. Os protestos se tornaram violentos e Paris o palco de enfrentamento entre forças policiais e manifestantes.

Vários cartões postais foram tomados pelo caos e pela onda amarela e preta de manifestantes. As principais demandas do grupo eram a redução do imposto sobre produtos energéticos, a renúncia do presidente Emmanuel Macron, a volta de um imposto sobre a fortuna e a instauração do referendo de iniciativa popular. Os coletes amarelos cresceram rapidamente em número e reivindicações. A amplitude das demandas enfraqueceu o movimento e até o início da pandemia de coronavírus de 2020, confrontos violentos entre manifestantes e forças policiais aconteceram com frequência em Paris.

Manifestantes se protegem de canhão de água com a ajuda de tapumes. Foto: Felipe Paiva/Headline
Bloqueio policial a famosa Praça da Concordia durante manifestações dos Coletes Amarelos. Foto: Felipe Paiva/Headline
Carro incendiado por manifestantes dos Coletes Amarelos. Foto por Felipe Paiva/Headline
Vitrine de loja de roupas quebradas durante manifestações dos Coletes Amarelos. Foto: Felipe Paiva/Headline
Coletes Amarelos fazem barricada durante manifestação próximo ao Arco do Triunfo. Foto: Felipe Paiva/Headline
Fumaça resultado de confrontos entre manifestantes e a polícia francesa entre edifícios em Paris. Foto: Felipe Paiva/Headline

Hoje, depois de conquistar pequenas vitórias, como o aumento do salário mínimo, o movimento está disperso e menos presente nas ruas e mais presente no ciberespaço.

Colete amarelo, símbolo do movimento social que tomou as ruas francesas nos anos de 2018 e 2019, jogado no chão. Foto: Felipe Paiva/Headline
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